sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

História da música de MS é tema de livro

Na última terça-feira, dia 19 de janeiro, o jornalista e músico Rodrigo Teixeira lançou seu primeiro livro: “Os Pioneiros – A Origem de Música Sertaneja de Mato Grosso do sul”. Em 277 páginas ele registrou a história dos primeiros músicos, a partir do ano de 1950 que fizeram sucesso no Estado. Dentre eles Délio e Delinha, Beth e Betinha, Amambai e Amambaí, Zé Corrêa, Dino Rocha, Maciel Corrêa, Jandira e Benites, Aurélio Miranda e Tostão e Guarany. Além do compositor Zacarias Mourão que teve papel fundamental nessa história.

Na década de 50, Zacarias que saiu do Estado para entrar num seminário em Petrópolis, decidiu abandonar a vocação religiosa e se tornar poeta. Venceu um concurso de poesias na Rádio Bandeirantes (SP) e conseguiu levar Délio e Delinha para as paradas de sucesso daquela rádio. A dupla, por sua vez, convidou Zé Corrêa para participar de uma gravação e o Zé Corrêa continuou a corrente, ou seja, ele também levou seus colegas Amambaí e Amambaí, Jandira e Benites e outros artistas para compartilharem do mesmo sucesso.

A maior parte dos pioneiros da música de Mato Grosso do Sul vinham das cidades que faziam fronteira com o Paraguai, tais como Ponta Porã, Bela Vista e Pedro Juan Cabalero. Eles animavam o Estado com o chamamé pantaneiro, a polca paraguaia e a guarânia com estilo próprio. “Eu incluo eles como os pioneiros porque foi a primeira geração que compôs e transformou em disco, em LP na época”, afirmou o autor.

O livro tem cerca de 100 fotos retiradas do arquivo dos artistas, algumas delas tiveram que ser restauradas, pois estavam depreciadas pelo tempo. Outras imagens são as capas dos LPs que Rodrigo conseguiu com alguns colecionadores. A busca por arquivos teve que ser feita em jornais da cidade, pois os órgãos oficiais de pesquisa não possuem nenhum registro histórico daquela época, fato que o ator considera uma verdadeira “tragédia cultural”.

Rodrigo Teixeira que já gravou três CDs afirma que publicar um livro é muito mais difícil por causa dos custos, sua obra foi beneficiada com o apoio governamental, por meio do FIC (Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul). O subsídio do governo garantiu a venda do livro a preço popular: R$ 15,00. Aqueles que preferirem podem baixar a obra no site Overmundo (www.overmundo.com.br) gratuitamente.

Vale destacar que o principal desejo de Rodrigo Teixeira com esse trabalho é o de convidar aos pesquisadores, escritores e interessados a registrar mais histórias. “Eu fico muito feliz de colocar praticamente um documento para as pessoas pesquisarem e a partir disso chegar a outros trabalhos também. Dentro dessa história tem muitos fios a serem puxados, a própria atuação desses músicos nas rádios de Campo Grande naquela época, na Difusora, na Educação Rural, PRI7, isso é uma coisa que a gente não tem registrada em livro. As mortes, por exemplo, do Zé Corrêa, que aconteceu na frente da Educação Rural em 1974 às oito horas da noite não foi devidamente ainda pesquisada. Então dentro do livro tem muitas histórias ainda que podem ganhar um relevo maior e que podem ser contados”.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A banda que eu não conhecia


No dia 13 de novembro, aconteceu aqui em Campo Grande, o show da banda mineira Jota Quest. Nas divulgações estava anunciada um grupo “James Banda”, para a abertura do show. Confesso, não fazia idéia do que tocavam!

Chegamos cedo, o show tava marcado para as 23h chegamos lá pelas 22 e pouco. Show nunca começa na hora né?! Mais sempre vamos na esperança. Chegamos, demos uma volta, conversamos, esse foi o tempo da “James Banda” subir ao palco e começar o seu show. Muitos ao redor também não conheciam, confesso que me surpreendi com a banda. Tocam um rock de qualidade. Como a curiosidade bateu, fui buscar informações na net e descobri que a banda já é formada há 5 anos.

Composta por Luciano Kill (voz e violão), Eduardo Maliari (baixo) e Júlio Victor (guitarra), a banda tem Myspace e conheci muito do trabalho dos meninos por lá, como por exemplo, em Maio de 2004 eles gravaram um cd demo com 3 músicas. Já em 2009, gravou um cd, composto por 12 músicas, sendo que 10 são autorias.

Ficou curioso? Quer saber mais também? Visita o Myspace:
http://www.myspace.com/jamesbandarock

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A paixão pela música

Quem leva a música como forma de passar o tempo, também tem vez nesse blog.Afinal o objetivo deste trabalho é divulgar os talentos de Mato Grosso do Sul, na vertente da música.

Wellington Ruffo tem 19 anos. Começou, como ele mesmo diz, a “vivenciar” a música quando tinha de 11 para 12 anos de idade. “No início da adolescência as coisas são um pouco distorcidas, a gente ainda está formando uma opinião das coisas ao nosso redor e, como acho que aconteceu com muita gente, conheci a Legião Urbana. Com toda a certeza essa banda me trouxe muitas experiências... Maneiras de encarar a vida, os pais, os amigos, enfim, foi uma enciclopédia pra mim”. Foi através desse envolvimento que o Wellington “teve uma vontade súbita de querer aprender a tocar violão”. Na escola fazia aulas de flauta, “como não jogava bola, preferia a flauta”. Confira a entrevista com o Wellington Ruffo.


Divulga Música MS - Como começou na música?

Wellington Ruffo - Conheci a Legião Urbana. Com toda a certeza essa banda me trouxe muitas experiências... Maneiras de encarar a vida, os pais, os amigos, enfim, foi uma enciclopédia pra mim. O gosto pela banda foi tamanho que bateu uma vontade súbita de querer aprender a tocar violão. Eu já fazia aulas de flauta na escola, mas nada tão aprofundado, como não jogava bola preferi a flauta. Ganhei um violão do meu pai. Fiquei até com um pouco de receio. Não sabia fazer nada. Daí vieram as revistinhas e a vontade de tocar e, principalmente, ter uma banda. Quando menos esperava já estava tocando até mais ou menos. Foi quando comecei a expandir meus horizontes musicais ouvindo outras coisas e aprendendo mais...


Divulga Música MS - Pretende seguir a carreira como músico ou apenas como formar de passar as horas livres?

Wellington Ruffo - Pois é. A música, basicamente, foi quem me trouxe uma identidade. A maioria das minhas amizades foi conquistada pela música e, por mais que a vida nos leve a outros caminhos, o sonho sempre prevalece. Hoje em dia, devido ao meu trabalho e a faculdade, é mais complicado tocar com os amigos e tals, mas mantenho meus projetos, tanto de música sertaneja quanto de rock e mpb.


Divulga Música MS - Tem algum estilo que te agrade mais em tocar? porque?

Wellington Ruffo - Aprendi a gostar da música sertaneja meio que por osmose. O pessoal do colégio pedia e isso foi me incentivando a conhecer mais esse estilo. Hoje em dia tenho uma dupla (Ruffo & Júnior), tocamos de vez em quando e tiramos alguma gratificação. Campo Grande tem MUITA dupla por aí.

Independente disso, eu amo o rock. E, sempre que dá, me junto com alguns amigos pra tocar os clássicos do rock nacional e internacional também. Identifico-me mais com o rock porque foi o estilo que despertou o meu gosto pela música.


Divulga Música MS - Tem algum ídolo na música regional? Qual?

Wellington Ruffo - Nosso Estado é repleto de talentos. É difícil a gente ter um artista preferido. Mas admiro muito o trabalho do Filho dos Livres, as letras do Geraldo Rocca, a musicalidade do Senhor Almir Sater e o violão muito bem tocado por Marcelo Loureiro. Também gosto de duplas como Tostão & Guaraní.


Divulga Música MS - Uma dica para quem quer conhecer a música de Mato Grosso do Sul, você sugere quem?

Wellington Ruffo - Não diria quem, mas sim o quê. O CD "Gerações" é uma ótima oportunidade de descobrir a música sul-matogrossense.


Divulga Música MS - E o que você achou do blog?

Wellington Ruffo - Este Blog, com toda certeza, é uma porta para o acervo musical do MS! Acho que vocês deveriam fazer um "classificados" de músicos, assim, músicos como eu poderiam se comunicar com outros e quem sabe criar novas bandas no MS. Obrigado pela oportunidade e boa sorte com esse novo trabalho!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Campo Grande também tem musica Clássica

Em meio a tantos gêneros musicais que encontramos em Mato Grosso do Sul, a orquestra sinfônica, também procura o seu espaço.
As musicas tocadas se baseia nas composições de Mozart, Villa- Lobos etc.
A orquestra sinfônica foi criada por lei em 2006, é composta por 46 músicos, regida pelo maestro Eduardo Matinelli. Em media são duas apresentações por mês, em virtude de muitos lugares não se adequarem as condições que a orquestra necessita.
Porem boa musica e bem tocada quem é que não gosta? Ainda mais, sendo verdadeiros clássicos; Para as pessoas que apreciam esse estilo musical, podem estar comparecendo às quartas eruditas, sem duvida um grande espaço para musica clássica divulgar também o seu trabalho.

domingo, 8 de novembro de 2009

“ A luta para sermos aceitos é muito grande e não é fácil”

Uma banda que toca nu-metal com letra religiosa? Isso é possível?

Sim e muito. Em nossa cidade, o número de bandas que tocam músicas com o estilo Gospel, esta ganhando o seu espaço cada vez mais.

A banda Sky Way é uma delas, que procuras através do seu estilo, levar mensagens positivas, “somos uma banda que na hora de compor, colocamos em nossas letras algo que realmente acreditamos, ou seja, Jesus é a única salvação”, afirma o vocalista Ciro Alex.

Por terem adotado uma ideologia, um pouco diferente das demais, a banda encontra certas dificuldades para divulgar o seu trabalho, “ é complicado, pois estamos em uma sociedade que despreza muitos talentos, somente por defenderem um bandeira ou uma ideologia e conosco não é diferente”, acrescenta o vocalista.

A banda Sky Way surgiu há 10 anos, tem como componentes: Mizael e Daynny (guitarra), Willian (baixo), Junior (bateria), Ciro Alex, Rafael e André Pio (vocais) e mesmo diante da difícil aceitação do público e problemas financeiros, eles já conseguiram gravar o seu primeiro cd, cujo nome do álbum é Realidade. Além do público religioso, a banda aposta conquistar também outros tipos de público, não se restringindo, somente as igrejas.

E como forma divulgação, o vocalista aposta sim na internet por que não? “não tem como pensar em divulgação sem internet, ela passou de uma simples opção para uma das mais importantes opções de divulgação.”

E como uma das histórias que marcaram a trajetória da banda, Ciro Alex destaca a abertura de um show, aqui em Campo Grande, para uma banda de São Paulo, e quando terminaram a sua apresentação o publico acreditava que a banda Sky Way, também era de São Paulo, por que será?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

As “Gerações” de Mato Grosso do Sul em um só cd


Quer escutar um cd para conhecer a música do Mato Grosso do Sul? Escuta o GerAções. O cd é resultado de um projeto, desenvolvido no ano de 2000, idealizado pelo músico Marcio de Camilo auxiliado pelo programa de patrocínio cultural da Petrobrás de 2005.

O cd foi lançado no dia 17 de setembro de 2006, na concha acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas, um fim de tarde e um começo de noite marcantes para a história da música sul-mato-grossense.
No projeto estiveram envolvidos 60 músicos. Cada faixa do cd uniu músicos de duas gerações diferentes, que foram: Olho de Gato e Celito Espíndola; Bando do Velho Jack e Lenilde Ramos; Beth e Betinha, Maria Alice e Maria Claudia; Antonio Porto e Clarice Maciel; Rodrigo e Gabriel Sater; Jerry Espíndola e Karine Marques; Geraldo Rocca e Marcio de Camillo; Paulo Simões e Melissa Azevedo; Amambay e Amambaí e João Fígar; Marcelo Loureiro e Elinho do Bandoneon; Guilherme Rondon e Gilson Espíndola; Juci Ibanez e Bêbados Habilidosos; Carlos Colman e Filho dos Livres; Alzira Espíndola e Rodrigo Teixeira.

Para quem quer conhecer um pouco da música do Mato Grosso do Sul, é uma boa pedida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vocês conhecem certa dupla chamada Délio e Delinha?

Pois é o José Pompeu e Delanira Gonçalves Pompeu, são o Delio e a Delinha. Eles são considerados uma das duplas sertanejas mais antigas de Mato Grosso do Sul.

A trajetória da dupla começou em 1957 e se estende ate os dias atuais.
Já gravaram 14 LP’S de 78 rotações e 19 long-plays. “Entre os seus sucessos os mais conhecidos são: Malvada e Cidades Irmãs”, porém a que se consagrou foi a musica “O sol e a lua”.

A dupla é conhecida nacionalmente como o Casal Onças de Mato Grosso do Sul (sugestivo não?).

Eles possuem o estilo raiz, com direito a viola e tudo. Saindo dos antigos e memoráveis LP’S, em 2008, a dupla lançou o CD/DVD em comemoração a 50 anos de carreira.

Após tantos anos de carreira e dedicação a musica sul-mato-grossense, eles podem ser considerados um dos legítimos representantes da música regional.